A Procura do eWriter Perfeito

Hoje vivemos em mundo onde todas as ideias tem uma versão sustentável. Isso porque, é de conhecimento público que os recursos naturais estão esgotando e se não for feito alguma coisa –“essa po**a vai da merda“, como diria Capitão Nascimento.

E pensando nisso (e muito lucro, claro) que alguns empresas veem desenvolvendo tecnologias, para cada vez menos utilizarmos papel no dia a dia.

Entretanto o desenvolvimento de telas “ePaper“, esbarra em questões básicas, mas que no fundo não são tão simples, como o tempo de resposta. Quando estamos escrevendo com lápis e papel, isso não ocorre, a física age e o grafite é transferido para o papel de forma instantânea. Mas, em um dispositivo eletrônico essa tarefa não é das mais fáceis. Ao tocar a tela, a posição do objeto que a tocou é processada e só então e retornada a aquela coordenada em na forma de um ponto.

Você deve pensar que não há porque ter uma demora, já que os processadores estão cada vez mais rápidos hoje em dia. Mas, para se ter um tempo de resposta baixo, outros fatores como o material empregado na tela, influenciam diretamente na reação encadeada que ocorre no momento do toque.

Hoje já temos tela que “imitam” o papel, utilizando uma tecnologia chamada “e-ink”, uma “tinta eletrônica”, que não emite tanta luz quando os LCDs[bb] comuns e funcionam com luz próprias.

Abaixo veremos alguns do projetos que estão em curso, as tecnologias empregadas, os tipos de tela.

O Primeiro da lista é o NoteSlate, ele foi o motivo da criação desse post. No inicio do ano enquanto “foliava” a Internet, li um artigo sobre ele.

O NoteSlate ainda não é real. Na fanpage do produto no Facebook, a empresa afirma que ele será lançado no outono (2011) (primavera no hemisfério sul), mas, no inicio do ano a suposto fabricante havia falado que seria lançado em Junho. É um grande mistério.

O que chama atenção no NoteSlate e a simplicidade. É uma tela monocromática, sem antialiasing (suavização da linha) e somente com 3 (três) botões, salvar, visualizar a última página e apagar a página corrente. Isso criou um grande dúvida a respeito do funcionamento do e-writer e do firmware embutido. Observando uma imagem, pude reparar que há uma espécie de barra (virtual) com algumas funções.

Ainda mais simples que o anterior, o Boogie Board Rip que tem lançamento previsto para Novembro (2011), serve unicamente para escrever, ou seja, não é possível editar (a menos que você não tenha apagado a tela). O funcionamento é bem simples. Após escrever, basta pressionar o botão save, em seguida, para obter a tela limpa, pressione o botão erase. Para visualizar o que foi escrito é necessário descarregar no computador, via cabo micro USB.

O Boogie Board já existe, mas a primeira versão lançada funcionava como um bloco de notas, só era possível escrever e apagar. Ele é fabricado pela empresa americana Improv Electronics. A tela do Boogie Board, quase não sofre os efeitos da luz solar como os LCDs comuns, mas, como os papeis não é tão bom com pouca luz.

Eee Note EA800 é o único da lista que já está sendo vendido, infelizmente só na Ásia. O tablet[bb] da Asus, utiliza a mesma tecnologia empregada nos ereaders comuns, com um diferencial, possibilita a utilização de um stylus para desenhar (ou escrever) na tela.

Ele é mais completo, é possível navegar na Internet, ouvir músicas, entre outras coisas. Possui uma tela que consegue identificar a 256 níveis de pressão, ou seja, o traço é determinado pela pressão colocada, assim como um lápis.

Como dito acima, é possível navegar na internet, visualizar arquivos, mas sua tela só possui 64 tons de cinza, portanto, nada de cores além do preto e branco.

Vejam abaixo uma comparação entre os três, no ponto de vista das especificações técnicas.

Clique para ampliar.

Mais informações:

E como o hardware influenciará na maneira como escreveremos num futuro próximo? Deixe sua opinião.

Com informações de: engadget 1 e 2,  tabletowotechcrunch, PRWeb e sites dos fabricantes.

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