Porque aprender duas Linguagens de Programação

Hoje em dia saber de tudo não é necessariamente uma boa. Não se pode saber de tudo, essa é a verdade. O máximo que se consegue é ser um “Oceano[bb]de informação, com dois dedos de profundidade”. Isso é bom? Não!

Nesta situação, você, na sua roda de amigos, em uma reunião, até consegue iniciar um assunto, mas nunca conseguirá prosseguir na discussão. Você sabe o que aconteceu no 11 de Setembro de 2001, e ficaria por ai. Qual foi a motivação, o que desencadeou? Todos que estão a sua volta estariam discutindo, mas você ficaria meramente balançando a cabeça, sem ao menos saber se aquelas afirmações são verdadeira, ou sequer dar sua opinião.

“Então devo somente focar em um assunto?” Não!

A partir de agora o papo será somente focado em informática.

Quando se trata de grande fluxo de informação, grandes evoluções em curtos períodos de tempo, não se pode focar em somente um assunto. Isso pode ser perigoso. Daqui alguns anos, o que você demorou anos para se aprofundar e esmiuçar cada detalhe, pode não valer mais nada.

Explico porque o título se refere a somente a duas linguagens.

Quando digo “duas linguagens”, estou falando em duas linguagens principais, aquela que se aparecer alguém na sua porta pedindo um sistema, você não teria problemas em desenvolver.

Por exemplo: você já programa em Visual Basic. Por que não aprender C#? Assim você pode dominar parte* da plataforma .NET.

O que eu escrevi nos primeiros parágrafos fará sentido agora. Não necessariamente, você precisará aprender C# para poder ter assunto com seus amigos.

Imagina a situação que empresa que você trabalha, utiliza somente Visual Basic para desenvolver as aplicações. Certo dia, seu chefe dá a notícia que a empresa fechou um negocio onde eles serão Software House de um projeto que já foi iniciado, e este projeto por acaso foi iniciado em C#. Pode não ser uma situação tão comum, mas acredito que vocês entenderam onde quero chegar.

Posso sobreviver com duas linguagens de programação então?”

Até pode. Mas será um pouco complicado. Por isso utilizei “duas linguagens principais”.

A qualquer momento na empresa que fechou o negocio com o projeto em C#, pode te transferir para um outro desenvolvimento. Desta vez, um portal de notícias[bb]na internet.

Claro que se a ideia de desenvolver esse portal for de fazê-lo em ASP.NET, você poderá utilizar os seus conhecimentos em Visual Basic ou C#. Mas não é somente isso que envolve o desenvolvimento WEB. Em algum momento você precisará de alguma ação que não envolva o envio dos dados para serem processados no servidor, conhecidos como client-side. Para isso costuma-se utilizar o Javascript. Não seria a sua linguagem de programação principal, porem auxiliaria no desenvolvimento. Não seria obrigatório (a menos que você desenvolva somente para WEB), mas seria uma ótima pedida.

E uma quarta linguagem?”

Pode ser. Entretanto aconselho ir com cuidado a partir dai para não entrar na questão do oceano com dois dedos de profundidade.

É sempre bom abrir novos horizontes. Uma quarta linguagem pode ser uma forma de você exercitar seu cérebro, com algo sem comprometimento, como uma diversão[bb]. Quando se der conta você poderá utiliza-la em seu currículo, como algo que não é totalmente de seu domínio, mas que pode falar a respeito, além de somente puxar assunto e ver todos ao seu redor discutindo enquanto você só assiste.

* A plataforma .NET possui outras linguagens, mas as mais conhecidas são Visual Basic e C#. Aqui vai a lista das linguagens da plataforma: C#, C++, F#, J# e Visual Basic.

Um comentário sobre “Porque aprender duas Linguagens de Programação

  1. Ótimo artigo. Eu por exemplo estou iniciando a programar na linguagem C#. Por sinal, acho muito interessante um possível envolvimento com outros tipos de linguagem.

    Único detalhe que o texto não reportou, é a situação do usuário saber conciliar uma linguagem de outra. Acho que a partir disso, a pessoa dando conta de algumas diferenças (nem que sejam básicas), pode estar preparado para “migrar” em outro tipo de linguagem.

    De resto, bacana o texto. Gostei!

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